Sunday, September 21, 2008

Patrones n264 mod #48: Chaqueta Escorpión

Português
English (uncheck the other box and check this one)

Aqui está, acabadinha de fresco! Depois de uma semana em que só pude aproveitar menos de uma hora por dia para costurar, reservei o domingo para terminar esta jaqueta e aqui está o resultado final.

Modelo original:

Porque o meu tempo esteve muito limitado, não tirei muitas fotos da construção. Apenas vou aqui evidenciar o detalhe da construção da gola, que neste caso é cosida ao casaco depois do forro estar aplicado. Nas fotos seguintes podem ver a orla do decote preparada (tem um pesponto junto à linha de costura, para reforçar, e depois poder golpear) para ser cosida à parte de dentro da gola:


E aqui a gola pronta a aplicar:

Depois de coser a parte de dentro do pé da gola ao casaco, a parte de fora é cosida à mão depois de virar as margens de costura para dentro:

Deixo-vos com alguns detalhes, dentro e fora da jaqueta:



Os bolsos:


O forro:



Conclusão: Estou satisfeita com o resultado final, que tem alguns aspectos muito originais, como os botões de diferentes tamanhos e a gola (repararam no feitio atrás?). Acrescentei algumas coisas, como chumaços de alfaiate e cabeças de manga e a construção da gola também não foi de acordo com as instruções.

Pois é, e Ainda falta fazer os corsários… E tempo para tudo? Esta semana recebi vários prémios que tenho de agradecer, não consegui escrever nada no blog e muito menos ler a minha lista de blogs… Está bastante complicado e espero que compreendam… Hoje não podia deixar de vos mostrar a jaqueta, mas amanhã começa o stress no trabalho.

Fiquem bem e obrigada pela vossa visita!


Here it is, finished just an hour ago! After another week in which my sewing time was reduced to less than an hour a day, I took the Sunday off to finish this jacket and here’s the final outcome.

Original Model:

Since I had so little time to sew I didn’t document much of the construction process. The only step that I’m sharing is the application of the collar to the jacket because in this case it’s applied after the lining was stitched to the body of the jacket. In the following pictures you can see the neckline all set up (stay stitched and clipped) before joining it to the inner collar stand


And here’s the collar:

After stitching the inner collar stand to the body of the jacket (all together with the lining), the SAs are graded, turned in and the outer collar stand is stitched by hand:

Here are some details of the finished jacket:



The pockets:


The lining:



Conclusion: I am very satisfied with the outcome of this jacket, which comprises some very original details like all the different sized buttons and the shape of the collar (did you notice the back?). I also added tailor shoulder pads and sleeve heads and applied the collar differently from what was described in the instructions.

And I still have the pants to make… Where will I find the time? During the past week I received several awards that have to be acknowledged and passed on and I had no time at all to catch up on my blog reading. Things are pretty rough and I hope you all understand. Today I couldn’t go without showing you the finished jacket, but tomorrow all the stress at work will be filling my time again.

Happy sewing to all and thank you for visiting!

Wednesday, September 10, 2008

Métodos de Alfaiataria por Paco Peralta – Methods of tailoring by Paco Peralta

Português
English (uncheck the other box and check this one)
Antes de mais, peço perdão por não ter tido hipótese ainda de responder aos vossos comentários, visitar os vossos blogs e actualizar este blog. Por motivos profissionais, não tem sido possível.

Hoje tenho para vos apresentar a tradução para Português e Inglês de um excelente artigo da autoria do Costureiro/Alfaiate profissional Paco Peralta de Barcelona. O Paco fez um levantamento exaustivo das técnicas de confecção da estrutura interior que costuma aplicar nas jaquetas e casacos, com enfoque na gola e lapelas, que são um dos aspectos mais desafiantes da confecção estilo Alfaiate. Felicito-o por um trabalho excepcional e pela valiosa contribuição para enriquecer os conhecimentos dos aficionados de costura em todo o mundo.

CONFECÇÃO ESTILO ALFAIATE por Paco Peralta

A obtenção de um cair perfeito numa peça confeccionada com métodos de alfaiate não depende exclusivamente da escolha certa do tecido, da prova e do domínio e aplicação de técnicas de costura avançadas. A escolha cuidada da estrutura de suporte interior (forro de empastar, entretelas, chumaços, etc.) é muitíssimo importante. Embora não seja visível no lado direito da peça, esta estrutura deve ser construída com muito esmero. Para jaquetas e casacos leves é aconselhável o uso de entretelas tecidas leves. Para jaquetas e casacos mais grossos, a melhor escolha é entretela de crina (normalmente uma mistura de crina com lã, também conhecida como entretela de alfaiate). Também é aconselhável o reforço das peças em tecido com forro de empastar (em inglês “underlining” e em francês “triplure”).

As fotos seguintes ilustram os passos de confecção para obter uma óptima estrutura de suporte.

Se estivermos a utilizar um tecido leve como veludo, bouclé, etc. devemos reforçar todas as peças em tecido com forro de empastar. Neste caso optei pela utilização de uma entretela termo-colante bi-elástica de malha de nylon (“nylon fusible knit”), que estabiliza o tecido sem alterar o seu cair (foto 1 e 2)


Depois de unir as diferentes partes da frente (painel central, painel intermédio e painel lateral, neste caso), temos de aplicar a entretela de alfaiate à frente inteira (foto 3).

Quando utilizamos entretela tecida, é muito importante certificarmo-nos que o correr do fio da entretela coincide com o correr do fio na parte central da frente (que normalmente coincide com a marca de centro-frente). A entretela é alinhavada ao tecido (pontos de alinhavos compridos, a direito e em diagonal), ao longo da orla da frente, dobra da lapela, etc. (vejam a foto 4).

Fazemos um pequeno corte à altura do peito (foto 5) para podermos dar a forma correcta a esta área.

A fixação da entretela ao tecido na zona da lapela (foto 6) é feita recorrendo a “pontos de enchumaçar” e deve começar uns milímetros passando da linha da dobra da lapela. É muito importante que ao segurar a lapela na nossa mão para enchumaçar, a coloquemos sobre a nossa mão esquerda (entre o indicador e o polegar, que segura a entretela e o tecido juntos) de forma a manter uma forma arredondada enquanto se enchumaça. Como consequência, o tecido em baixo será mais curto que a entretela em cima e a forma redonda é fixada de forma permanente. Os pontos de enchumaçar quase que não se vêm no lado do tecido por baixo (só se apanha um ou dois fios do tecido por baixo da entretela). Os pontos de enchumaçar são pontos curtos em espinha em linhas alternadas para a esquerda e para a direita; estas linhas são paralelas à linha da dobra. Não se devem enchumaçar as margens de costura.

Para a gola (parte de baixo) o processo é o mesmo. Tanto a gola de baixo em tecido como a entretela são cortados em viés com uma costura no meio de trás (foto 7 e 8)


A gola de baixo vai ser enchumaçada de forma semelhante às lapelas. Pessoalmente prefiro fazê-lo seguindo uma direcção longitudinal, cosendo umas tantas linhas de pontos de empastar junto à base da gola e continuando a coser em linhas paralelas e alternadas, mantendo a forma arredondada da gola, até atingir a orla exterior da gola (foto 9 e 10). Há outra forma de fazer isto, que é começar a enchumaçar do centro da gola numa direcção oblíqua até às pontas.


Uma vez que esta operação está concluída, podemos observar que sobra um pouco de tecido debaixo das orlas da entretela; este sobrante deve ser aparado para que as margens do tecido coincidam com as margens da entretela (fotos 11 e 12).


Em seguida apara-se a entretela até às linha de costura (retiram-se as margens à entretela) (fotos 13 e 15).



Finalmente fixa-se a entretela com pontos espinho (também chamados de pontos de escapulário) ao longo das margens das cavas (foto 14) e fixa-se ao longo das costuras verticais da frente usando pontos de alinhavar longos e em diagonal (foto 15).

Na foto 16 podemos observar o resultado dos passos anteriores e a forma permanentemente arredondada obtida na gola e nas lapelas.

Para reforçar as orlas da beira da abertura, da lapela e da sua parte superior e a linha de dobra, cose-se à mão fita espinhada própria para o efeito (depois de molhada e seca para encolher) sobre a entretela, um dos bordos coincidindo com a linha de costura. Ambas as beiras da fita são cosidas à entretela com um ponto de luva inclinado, terminando na orla inferior da frente (fotos 17 e 18):


Se for necessário um reforço adicional na zona superior do peito, podemos acrescentar um pedaço de “guata” de alfaiate ou entretela forte desde a linha de dobra da lapela. Simplesmente fixamos este reforço com uns pontos de alinhavo, deixando por terminar a fixação nos ombros e nas cavas que será acabada quando se colocarem as mangas (foto 19 e 20). Nesta altura cosemos as costuras dos ombros, unindo a frente às costas.


Na foto 21 podemos apreciar o aspecto do nosso trabalho até ao momento:

Nesta fase é conveniente fazer as casas de botão avivadas na frente direita (no caso de jaquetas ou casacos femininos).

Em seguida uniremos a parte de cima da gola às vistas da frente (ambas vistas e gola reforçadas com entretela). As vistas são cosidas ao longo da orla da frente e lapelas, direito da vista contra o direito da frente, terminando no ponto de colocação da gola (foto 22).

É muito importante fazer uns pontos de reforço curtos na diagonal na ponta da lapela (foto 23) de forma a arredondar esta ponta. Isto vai assegurar uma ponta perfeita depois de virar.


As costuras são passadas a ferro abertas usando uma tábua de mangas ou uma tábua especial de alfaiate. As margens são gradadas e golpeadas onde necessário, incluindo nos cantos em diagonal (foto 24)

Depois as vistas são viradas para o direito e as beiras são alinhavadas e passadas a ferro, mantendo a forma arredondada das lapelas e da gola. A parte superior da cola é cosida ao decote e a beira interior da vista é cosida com pontos espinho largos à entretela (foto 25).

Agora chegámos ao momento de coser a parte de baixo da gola à parte de cima e o processo é o mesmo que nas vistas/lapelas: as costuras são passadas abertas, gradadas, golpeadas, etc. A parte inferior da gola é então cosida à mão ao decote, virando os valores de costura para dentro e fazendo uns pontos invisíveis (fotos 26 e 27). Depois de terminar a restante construção da jaqueta (mangas, bainhas, etc.) estamos prontos para dar uma passagem a ferro final e prosseguir com a confecção do forro.


Depois de um processo tão moroso e quase todo manual, podemos dar um certo ar “vintage” ou “Couture” à nossa jaqueta/casaco se aplicarmos o forro de forma artesanal. Depois de construir o forro, este é preso com alfinetes ao longo das orlas do decote, vistas e bainhas e cosido à mão com pequenos pontos invisíveis (foto 28).

A foto 29 ilustra o resultado final para uma gola estilo alfaiate desportiva:

ESTRUTURA INTERIOR USANDO ENTRETELAS TERMO-COLANTES

Se desejarmos fazer a nossa peça (jaqueta ou casaco) usando métodos mais expeditos e não menos eficazes, podemos usar entretelas termo-colantes. A seguir é mostrado o processo de confecção usando este tipo de entretelas:

Colamos a entretela a ferro em todas as peças de tecido que o requeiram (meio da frente, painéis laterais, vistas, gola, bainhas, etc.). Também colamos a ferro fita de reforço termo-colante nas cavas, lapela e orlas da frente. Uma boa prática é aplicar a fita nas partes que não fiquem viradas para o exterior depois da jaqueta terminada, que neste caso são a lapela na peça da frente e a orla da frente na vista (foto 30).

Neste caso também adicionei um reforço de peito que pode ser fixado na linha da dobra da lapela ao mesmo tempo que se aplica aqui uma fita termo-colante. Para este efeito usei fita de 2cm de largura (fotos 31 e 32). Uma tira de entretela fina cortada no correr do fio também pode ser usada para este efeito.


Prossegue-se como explicado anteriormente: aplicando as vistas à frente (fotos 33 e 34), fazendo o tratamento das costuras (foto 35), etc.



Neste caso particular, podemos aplicar a vista da frente com o forro já cosido à orla interior da vista. As margens de costura devem ser fixos no avesso com uns pontos espinho largos (foto 36)

Como bónus extra vou explicar uma forma muito fácil de aplicar a gola e que resulta num acabamento excelente.

Precisamos de uma parte de baixo da gola comprada feita (pode adquirir-se nas lojas da especialidade e consiste numa gola feita em feltro, já com a entretela aplicada). Também vamos precisar de cortar uma parte superior da gola com umas margens nos extremos de cerca de 4cm.

Em seguida aparamos os valores de costura da parte de baixo da gola (foto 37)

A parte de baixo é cosida com um ponto de ziguezague estreito à parte de cima da gola (pelo lado direito), coincidindo a costura com a orla da parte de baixo da gola (foto 38).

Vira-se a parte de baixo para debaixo da gola e cose-se à orla do decote usando pontos diagonais (foto 39)

Finalmente giramos os extremos (os que têm as margens de 4cm) para baixo na parte de baixo da gola e fixamos com pontos invisíveis à mão (foto 40).

A foto 41 mostra o resultado obtido com este método:

CONCLUSÃO: Como é óbvio estas duas técnicas não são rígidas nem mutuamente exclusivas. Não nos podemos esquecer de efectuar testes pois há muitas variáveis que podem influenciar a escolha do melhor método a aplicar em cada situação, tais como o tipo de tecido e o modelo escolhido, etc. Na maior parte das situações aplicamos uma combinação de ambos os métodos (tradicional e contemporâneo), indo ao encontro das nossas necessidades, material disponível, tempo e habilitações em termos de técnica.

Artigo em Castelhano: blog “Paco Peralta”

Artigo em Inglês também no The Great Coat Sew Along (aberto apenas a participantes)

Before proceeding with the subject that brought us together today, I want to apologise for up until now not being able to reply to all the comments, emails, to visit your blogs and for not updating my own blog as I’d wish. For professional reasons it hasn’t been possible.

Today I have for you the Portuguese/ English translation of an excellent article written by the professional Couturier/Tailor Paco Peralta of Barcelona. Paco was so kind to review the professional techniques that he uses to construct the underlying structure of tailored garments and some of the main construction steps implied, focusing mainly on the construction of a tailored notched collar. As we all know, these are some of the most challenging aspects of tailoring. I congratulate him for his exceptional and thorough work and his invaluable contribution for all of us hobbyist dressmakers.

METHODS OF TAILORING by Paco Peralta

The achievement of the perfect hang on a tailored garment doesn’t rely exclusively on the choice of the right fabric, fit and the mastering of the best sewing techniques; the choice and care invested on the underlying structure (underlining, interfacing, padding, etc.) is very important. Though it is not seen from the right side of the garment, this underlying structure must be thoroughly planned and constructed. For light jackets and coats it is advisable to use thin woven interfacing. For heavier fabrics, the best choice is hymo interfacing (horsehair, wool or blend of both) canvas interfacing (sometimes referred as tailoring interfacing) and also stabilise the fashion fabric by the use of underlining (“triplure”).

The next pictures illustrate the construction steps for achieving the optimal underlying structure.

First, if we are dealing with a lightweight fabric like velour, bouclé, etc. we must reinforce all the fabric parts by underlining. In this case I’ve opted for the use of bi-elastic fusible interfacing (nylon fusible knit), which stabilises the fabric without changing its body (photo 1 and 2).


After stitching together all the front pieces (center panel, middle panel and side panel), we must apply the tailoring interfacing to the front (photo 3).

When using woven interfacing, we must assure that the grain of the interfacing matches the grain of the center panel – CF or Center Front). The interfacing is hand basted (long straight or diagonal running stitches) along the front edge, roll line, etc (see photo 4).

We make a small diagonal cut at chest height (photo 5) to be able to shape this area.

The padstitching of the lapel (photo 6) should begin a few millimetres behind the roll line. It is very important that when holding the lapel in your hands for padstitching, you roll it over your hand so there will be less fashion fabric underneath the interfacing and the round shape is permanently set as you padstitch. These stitches should be barely visible on the fashion fabric side. The padstitching is formed due to alternating ascending and descending small diagonal stitches parallel to the roll line, forming a chevron pattern; you should catch only one or two yarns from the fashion fabric underneath the interfacing. Do not stitch over the seam allowances.

For the collar it’s the same procedure. The undercollar and the interfacing are cut on the bias with a central seam (photos 7 y 8).


The undercollar will be padstitched on a similar fashion as the lapels. Personally I prefer to padstitch the collar following a longitudinal direction, stitching a few rows close to the neck stitching line to hold the fabric and then shaping it round by working the rows from the neck stitching line to the collar edge (photos 9 and 10). There is yet another way, which is starting from the middle on an obliquely direction.


Once these operations are done, we observe that there is a little extra fashion fabric along the lapel and collar edges; this extra fabric should be trimmed away so the interfacing and fabric SAs (Seam Allowances) are even (photos 11 and 12).


Next we trim away the interfacing SAs and carefully catch-stitch trimmed interfacing edges (photos 13 and 15)



Finally we catch-stitch the interfacing along the armholes (photo 14) and secure the interfacing in place along the vertical seams by making long diagonal running stitches (photo 15).

In photo 16 (collar and lapels padstitched) we can observe the final result and the obtained round shape on both the lapels and collar.

The lapel edges and roll line must be stayed for stability; the twill tape (pre shrunk) is hand sewn in place over the interfacing, one edge against the seam line, and whipstitched on both sides, ending on the lower edge (photos 17 and 18):


If additional reinforcement is required, we can add a chest shield made of pure horsehair or extra strong interfacing (much stiffer). It is basted in place over the interfacing all but along the shoulders and armholes, which will be finished after setting in the sleeves (photos 19 and 20). The shoulder seams are stitched.


Photo 21 shows the outcome of the previous steps:

Insert text:
At this point it is appropriate to make the bound buttonholes in the right front (women’s coat or jacket).

Next, we will join the uppercollar to the front facings. Then the facing is stitched along the front edge (on the interfacing side), ending at the collar notch point (point where collar meets lapel) (Photo 22).

It’s very important to stitch a few reinforcement stitches across the lapel corner (Photo 23) to blunt the corner. This will ensure a perfect lapel corner.

The seams are pressed open using a sleeve board or tailor board, SAs are graded (and clipped/ notched as necessary) and the corners are notched (Photo 24)

Then the facings are turned to the right side and the edges are basted and pressed, maintaining the round shape of the lapels. The upper collar is stitched to the neckline and the inner edge of the facing is catch-stitched to the interfacing (photo 25).

Now its time to sew the undercollar to the collar and, as we did previously with the lapels, we press the seams open, grade, clip the corners, etc. The undercollar is hand stitched to the base of the neck, turning under the SAs and using invisible stitches (Photos 26 and 27). After finishing with the remaining construction process (setting in the sleeves, hems, etc.), we are ready to give the garment a final press and proceed with making the lining.


After a time consuming mostly by hand process, we can add a certain “Vintage” or “Couture” look to our garment by applying the lining on a handcrafted manner. After the lining is constructed, it is pinned in place on the outside-out garment and stitched entirely by hand along the facings with tiny invisible stitches (Photo 28).

Photo 29 illustrates the end result for the sportive notched collar with lapels:

INNER STRUCTURE BY USING FUSIBLE INTERFACING

If we wish to make our garment (jacket or coat) using faster methods, not at all less effective, we can use fusible interfacings. This is the procedure for using fusible interfacings as the underlying structure of a tailored garment:

1) We fuse the interfacing to the appropriate fabric parts (front, side panels, facings, collar, hems, etc. We also fuse special purpose reinforcement tape to the armholes, lapel and front edges. A good practice is applying the tape in a way that it holds to the inner (not seen) edge, which is the lapel on the front piece and the front edge on the facing (photo 30).

In this case I also added an additional chest shield that can be held to the roll line at the same time with the fusible tape. For this purpose I’ve used a 2cm wide fusible tape (photos 31 and 32). A strip of thin fusible interfacing cut on the grain can also be used for this purpose.


We will proceed as explained before: applying the facings to the front (photos 33 and 34), seam treatment (photo 35), etc.



In this particular case, we can apply the front facing with the lining already attached to it and catch-stitch it down to the front facing using wide stitches (photo 36).

As an added extra, I will show you an easy way to attach the collar that provides an excellent end result.

We’ll need a commercial ready-made undercollar (it’s made of felt, already interfaced and can be bought at special purpose tailoring/dressmaking notion stores). We’ll also need to cut the upper collar with about 4cm SAs on both sides.

Next we trim the undercollar SAs (photo 37):

The under collar is stitched using a machine zigzag stitch to the upper collar (right side) along it’s wide edge, matching under collar’s edge to the upper collar’s stitching line (photo 38).

Turn the under collar under the upper collar and stitch it to the base of the neckline using sideway stitches (photo 39).

Finally we turn the collar narrow edges to the undercollar and hand stitch these edges to the felt undercollar (photo 40).

Photo 41 shows the final notched collar using this method:

CONCLUSION: Obviously, these techniques are not necessarily strict and incompatible. We must not forget to test first, because there are many variables involved, as the quality/characteristics of the fashion fabric, the characteristics of the chosen model, etc. For most situations the two approaches (traditional and contemporary) are combined in order to meet our notions availability, necessities and skills.

Post in Spanish: “Paco Peralta” blog

Post in English: “The Great Coat Sew Along” blog (open only to participants)